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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Projetos de lei em benefício dos nutricionistas

Dois projetos de lei estão tramitando no Executivo para beneficiar os nutricionistas:

PLS 249/ PL 6819 que segundo a Federação Nacional dos Nutricionistas deve passar pela sanção da Presidente da República para ser aprovada. No site da Federação há um abaixo assinado de apoio ao Projeto para ser encaminhado à presidência: http://www.fnn.org.br/abaixoassinado3.php, além de maiores explicações sobre o processo.


PL Nº 5439/09: que institui um salário mínimo profissional para a categoria no valor de R$ 4.650,00. Maiores informações também no site da Federação: http://www.fnn.org.br/pl5439.php.

Informe-se sobre os projetos ! 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Estudo da ANVISA aponta grande quantidade de Sódio em alimentos industrializados

" A ANVISA apresentou no mês de novembro de 2010, o resultado de um estudo sobre a quantidade de sódio, gorduras e açúcares em mais de 20 categorias de alimentos industrializados.
  A quantidade de sódio encontrado na batata palha, por exemplo, pode variar em até 14 vezes de marca para marca. Já nos salgadinhos de milho, essa diferença chega a 12,5. É o que revela estudo apresentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quinta-feira (18/11), em Brasília. O estudo verificou a quantidade de sódio, gordura saturada, gordura trans e açúcares em mais de 20 categorias de alimentos industrializados.
   O caso do macarrão instantâneo com tempero também chamou atenção pela grande quantidade de sódio encontrada. “Em algumas amostras ficou constatado que, ao comer uma única porção desse alimento, a pessoa está ingerindo 167% do sódio recomendado para ser consumido durante todo dia”, explica a diretora da Anvisa Maria Cecília Brito.
    De acordo com Maria Cecília, essa diferença encontrada nos teores de sódio, nas diferentes marcas de alimentos, comprova que a indústria pode produzir alimentos mais saudáveis. “Vamos encaminhar essa pesquisa para o Ministério da Saúde, para que seja pactuado entre Governo Federal e as indústrias de alimentos uma redução das quantidades de gorduras, açúcar e sal nos alimentos processados”, afirma a diretora da Anvisa.
Quanto às Bebidas

   A pesquisa da Anvisa apontou, ainda, que os níveis de sódio dos refrigerantes de baixa caloria, tanto à base de cola quanto à base de guaraná, apresentam maiores valores de sódio em relação aos refrigerantes comuns. Nos refrigerantes de cola, a média dos teores de sódio encontrada foi de 54mg/l, enquanto nos refrigerantes de cola de baixa caloria essa média foi de 97mg/l.
   Já nos refrigerantes de guaraná, os valores médios de sódio encontrados no produto convencional e no de baixa caloria foram 81 mg/l e 147 mg/l respectivamente. “Esses valores mais altos podem ser explicados pelo uso de aditivos, como o ciclamato de sódio, nos produtos de baixa caloria. Entretanto, é preciso considerar que existem limites estabelecidos e que a quantidade utilizada dessas substâncias não representa um risco para a saúde”, pondera Maria Cecília.
    No caso dos sucos, bebidas com concentração de polpa da fruta entre 30 e 50%, a pesquisa indicou menor quantidade de açúcar nas amostras de suco de manga (9,8g/100ml) e maior quantidade do referido nutriente no suco de uva (14,5 g/100 ml). Já para os néctares, bebidas com concentração de polpa de fruta entre 20 e 30%, os menores índices de açúcares totais foram encontrados nos sabores de laranja, maçã e pêssego com uma média em torno de 11g/100ml. Já os néctares de uva são os campeões em teores de açúcares totais com índices que chegam à 14g/100ml.
   Quanto à gordura

   Para gorduras saturadas, chama atenção a grande quantidade de marcas de alimentos com teores superiores à média encontrada na respectiva categoria. No caso das batatas fritas, 17 das 28 marcas analisadas estavam com teores de gordura saturada acima da média.
    Nas batatas palhas, 55% das marcas analisadas estavam com teores de gorduras saturadas com valores superiores à média desse nutriente para o respectivo produto. Já nos salgadinhos de milho, o maior valor encontrado de gordura saturada (2,6g/25g) foi dez vezes maior que o valor mínimo (0,25g/25g).
    Nos biscoitos, o que apresentou os maiores teores de gorduras, tanto saturadas quanto trans, foram os de polvilho. “Com essas informações em mãos, que apontam tanto uma variação de nutrientes dentro de uma mesma categoria de alimentos, quanto entre categorias diferentes, fica mais clara a necessidade de o consumidor observar com atenção as tabelas nutricionais nos rótulos dos alimentos e optar por alimentos mais saudáveis”, orienta a diretora da Anvisa.
   De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2001, 60% do total das 56,5 milhões de mortes notificadas no mundo foi resultado de doenças crônicas não-transmissíveis. Além disso, o aumento da pressão arterial no mundo é o principal fator de risco de morte e o segundo de incapacidades por doenças cardíacas, acidente cérebro vascular e insuficiência renal.
  Já dados do IBGE indicam que, em 2009, uma em cada três crianças brasileiras na faixa de 5 a 9 anos estava com sobrepeso, sendo que a obesidade atingiu 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas. Durante o período de 1974 a 2009, a prevalência de sobrepeso em crianças e adolescentes, entre 10 e 19 anos, passou de 3,7% para 21,7% no sexo masculino e de 7,6% para 19,4% no sexo feminino. Nesse mesmo período, o sobrepeso na população adulta masculina passou de 18,5% para 50,1%, enquanto que na feminina foi de 28,7% para 48%."

  Relatório do estudo em:
http://websphere.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/1011330044bbafc3b1f6b10377ff0da5/Perfil+Nutricional.pdf?MOD=AJPERES
Fonte: http://www.rgnutri.com.br/ acesso em 02/12/10.

V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde - 17 a 20 de abril de 2011 - USP

"A Comissão de Ciências Sociais e Humanas da ABRASCO anuncia a realização do V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas Aplicadas à Saúde, entre os dias 17 e 20 de abril de 2011, na cidade de São Paulo, no Campus da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo.
Essa quinta edição tem como tema central “O lugar das Ciências Sociais e Humanas no campo da Saúde Coletiva”, definido a partir das reflexões produzidas durante os quatro congressos anteriores e as participações das Ciências Sociais e Humanas no desenvolvimento da Saúde Coletiva brasileira.
O Congresso pretende reunir pesquisadores, docentes e estudantes de pós-graduação e graduação nas áreas de ciências humanas e sociais voltadas para a saúde.
Pretende-se incentivar o debate, a reflexão e o enfrentamento dos desafios teóricos e práticos colocados para esta área no contexto contemporâneo. Serão muito bem vindos aqueles que querem pensar, debater, construir e refinar a nossa ampla participação no campo da saúde."
Maiores informações em: http://www.cienciassociaisesaude2011.com.br/index.php

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Oficina de Plantas Medicinais - UBS Jd. Vera Cruz - 25 de novembro

Na oficina desse dia foram chegando mais pessoas para participar do grupo: reforço que esse grupo é aberto a todos que quiserem participar.
Fizemos uma roda onde conversamos sobre vários temas de fitoterapia e nutrição: com mais tempo farei um caderno dos assuntos que fomos levantando e discutindo no dia.
Chegamos a um consenso de que no dia 02 de dezembro iremos fazer um protetor solar à base de Aloe Vera  e também  aprender juntos como germinar grãos. O objetivo é fazermos o suco de sol ou suco vivo em 09 de dezembro.
Não consegui tirar fotos  mas coloco uma  de suco de sol para nos incentivar: enquanto isso vou estudando mais sobre esse tema.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Oficina de Plantas Medicinais - UBS Jd. Vera Cruz

     Após meses de planejamento e levantamento de recursos para a oficina de plantas medicinais pudemos começar os encontros em 18/11/2010 na Unidade Básica de Saúde.
O objetivo dessa oficina é  a disseminação participativa de conhecimentos e vivências com relação a plantas medicinais. Quando conseguirmos montar nossa cozinha iniciaremos também uma oficina de culinária utilizando as plantas e temperos que temos na nossa horta. Bem, mas essa é ainda uma outra etapa para construirmos mais adiante.
     Tivemos no primeiro dia a participação de pessoas com muitos conhecimentos e com muita vontade de trocar informações. Para que pudéssemos nos conhecer melhor fizemos um aquecimento usando uma tradição européia realizada no início da primavera em que as pessoas penduram suas roupas nas árvores como o intuito de que suas doenças possam ser curadas por elas. Alguns de nós ficamos preocupados com as árvores mas foram escolhidas aquelas que tem já estão bastante firmes e grandes.
      Usamos tiras de tecidos doados por uma colega da unidade, colocamos nossos nomes e amarramos em três tipos de árvores: abacateiro (representando a estrutura e o masculino); amoreira (representando o feminino) e a pata de vaca (representando as emoções), e cada um escolheu quantas tiras queria amarrar nas árvores.  Ainda precisamos decidir quando retiraremos nossas tiras (ou não).


Embaixo da pata de vaca  com as tiras amarradas


   Para finalizar esse encontro fizemos uma roda e cada um pode dizer o que gostaria de construir dentro desse grupo que está iniciando agora, o que cada um tem como objetivo, lemos  um trecho da carta do chefe Seatle que reproduzo abaixo e agradecemos a Mãe Terra e a Deus por todas as bençãos recebidas:

"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo  sopro.  O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo. Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo."




 
    Pretendemos começar a trocar informações  sobre o que cada um dos participantes conhece e usa das plantas medicinais e os conhecimentos científicos    sobre esse tema no dia 25/11/10. Essa oficina está aberta aos moradores da região de Perdizes, Barra Funda e Lapa que poderão participar comparecendo na Unidade de Saúde (R. Saramenha nº 60) às quintas feiras às 11 hs.

   Agradeço de coração aos amigos Dalila, Idalina, Gennaro, Silvana, Vera e a todos mais que vierem. Agradeço também ao Aruan pelas fotos e ao José que tem sido um super parceiro para que essa oficina pudesse acontecer.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Alimentos" destinados às crianças: Vilões em pele de heróis

"Pesquisa do Idec verifica que enquanto os personagens infantis estampados nas embalagens de alimentos ricos em gorduras e sódio cumprem bem o papel de atrair as crianças, a atual rotulagem dificulta a compreensão dos pais sobre a (má) qualidade nutricional dos produtos.

Quer saber quais são os personagens que estão fazendo sucesso entre a criançada? Para isso não é preciso ligar a TV no horário da programação infantil ou num canal pago voltado para esse público, tampouco procurar pelos últimos filmes de animação no cinema. Basta ir ao supermercado mais próximo: os super- heróis e protagonistas dos desenhos animados do momento estão todos lá, estampando as embalagens de uma série de alimentos.
Não há dúvida de que tal recurso chama a atenção dos pequenos. O problema é que ele é usado indiscriminadamente em biscoitos, bolinhos, salgadinhos, pós para o preparo de sobremesas (como gelatinas) e macarrões instantâneos - produtos repletos de sódio (sal), gordura saturada e, em alguns casos, gorduras trans. Foi o que verificou recente pesquisa do Idec que avaliou a qualidade nutricional de alimentos industrializados com algum apelo ao público infantil na embalagem, como personagens e jogos. O levantamento foi feito com 44 produtos, de 27 marcas (veja quais são eles no quadro abaixo).
O consumo desses alimentos, aliado ao sedentarismo, está associado ao aumento do número de casos de sobrepeso e obesidade, cada vez mais frequentes na população brasileira, e que, por sua vez, estão ligados a enfermidades crônicas como hipertensão, diabetes, doenças coronarianas e hepáticas. E quem pensa que os pequenos estão livres desse quadro, que já é considerado epidêmico pelas autoridades de saúde, infelizmente, está enganado. A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), cujos resultados foram divulgados em agosto deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que em 2009 uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado para a sua faixa etária pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Apesar desse quadro preocupante, muitos pais não sabem que os alimentos que chamam a atenção de seus filhos são tão prejudiciais à saúde. Isso porque as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a rotulagem nutricional dos produtos não facilitam a compreensão da maioria dos consumidores, inclusive por adotar como referência a dieta de um adulto, mesmo em produtos cujo público-alvo, evidentemente, é a criança - como os pesquisados.
Assim, o levantamento do Idec aponta para a necessidade de os pais redobrarem os cuidados com o consumo desses produtos pelos pequenos e também de a Anvisa revisar a legislação de rotulagem para garantir informação clara sobre o valor nutritivo dos alimentos, levando em conta que a embalagem é o primeiro instrumento de marketing dos produtos, e como tal, deve sofrer restrições quando oferecer risco à saúde dos consumidores - principalmente das crianças. O pior de tudo é que mesmo a recente resolução da Anvisa (RDC no 24/2010), que tratava da publicidade de alimentos - e que foi suspensa pela Justiça no fim de setembro -, sequer mencionava a questão da rotulagem. "
Fonte: Revista eletrônica do IDEC - outubro de 2010, disponível na íntegra em: http://www.idec.org.br/rev_idec_texto_impressa.asp?pagina=1&ordem=1&id=1262

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Plástico nocivo contendo bisfenol A será tirado de produtos, diz indústria

"Na última semana, três grandes empresas alimentícias anunciaram esforços para banir o uso de bisfenol A (BPA) de suas embalagens.
A Nestlé se comprometeu a abolir o uso da substância nos próximos três anos. Outros conglomerados -Heinz e General Mills- estão investindo em alternativas.
O bisfenol A, componente químico usado na confecção de alguns tipos de plástico e no revestimento interno de latas de comida e bebida, é contestado por organizações de consumidores e parte da comunidade científica, devido a riscos ao organismo.
Pesquisas têm associado o contato com a substância a probabilidades maiores de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, puberdade precoce e queda da fertilidade em adultos.
No dia 28, foi publicado um estudo no periódico "Fertility and Sterility" que analisou 514 operários chineses por cinco anos. Aqueles com vestígios de BPA na urina apresentavam risco três vezes maior de produzir sêmen de pior qualidade.
PRECAUÇÃO
Canadá, Dinamarca, França e Costa Rica já vetaram o uso de bisfenol em mamadeiras e copos infantis.
No Brasil, a Anvisa estabelece o limite de 0,6 miligrama de BPA por quilo de embalagem alimentícia. Segundo a Vigilância Sanitária, "dentro desse parâmetro, a substância não oferece risco para a saúde da população".
Mas, para a tradutora Fabiana Dupont, 39, que criou um site para alertar sobre os riscos do bisfenol A, não há certeza sobre qual nível pode ser considerado seguro.
"A utilização de BPA em embalagens alimentares tem que ser banida até que os produtores provem que ele não faz mal à saúde", diz.
Segundo endocrinologistas, nenhum estudo em humanos foi conclusivo sobre o aspecto nocivo da substância, mas há indícios de que sua composição possa causar alterações hormonais.
A Nestlé do Brasil informou que pretende seguir as diretrizes da sede e que já iniciou estudos "que visam eliminar integralmente, em até três anos, o bisfenol das embalagens dos produtos".
Já a Coca-Cola informou que as quantidades da substância usadas em seus produtos não oferecem risco à saúde, "conforme é consenso entre agências reguladoras da área de alimentos".
RÓTULOS
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) defende a proibição do uso e, antes disso, a adoção de avisos nos rótulos de todos os produtos que contenham bisfenol A.
"Não há norma que obrigue a isso, mas temos essa posição com base no direito à informação previsto no Código do Consumidor", diz a advogada Juliana Ferreira.
No Senado, tramita projeto de lei para banir o uso do BPA em produtos infantis."